Pular para o conteúdo principal

sentimentalidades.

Esse ano tem sido um ano incrivelmente atípico. E essa impressão de que tudo está fora dos eixos às vezes me dá desespero! Vejo-me como alguém que está fora de seu habitat natural, procurando se adaptar aos novos "nichos", mas sem encontrar muito sentido nas coisas.

É ruim, sabe? Às vezes, me pego pensando que tudo poderia voltar a ser como era antes: mais calmo, mais aconchegante, mais óbvio, mais perfeito. Era aquela cômoda sensação de saber como serão meus sábados, a quem dedicarei meus sorrisos ou como aliviarei minhas mágoas. Agora, estou ao léu, largada em um mundo louco e sem escrúpulos, onde cada passo meu pode me trazer consequências avassaladoras.

A liberdade me assusta! É uma estranha sensação de estar solta, largada. Tantas dúvidas, sabe? Tantas coisas que eu hoje faria de outra forma. Bobagem! Pensar dessa forma só é uma fuga, uma forma iludida de encarar a realidade. O fato é que hoje tenho o mundo inteiro ao meu dispor, sempre cheio de possibilidades e pronto para me receber de braços abertos!

E quer saber? Gosto de pensar que tudo na vida acontece por um motivo maior! Acho que estou crescendo... Espero... heheheh Minhas aulas estão prestes a voltar e vou ocupar minha cabeça com muita psiquiatria, oftalmologia, medicina legal e neurologia, embora que delas eu não goste muito. E aí as coisas voltam ao normal, pelo menos academicamente falando.

É isso.

Comentários

Anônimo disse…
Acredito que agora, como já passamos do primeiro "E agora" das nossas vidas, é bom ter em mente sempre o próximo passo.

Depois que saímos da condição estável, tomamos conta de nós mesmos. E se falharmos, a culpa é nossa, se é que podemos chamar isso de culpa.

Não é bom sentir isso. Mas é comum. O bom é saber que outras pessoas passam por isso e que elas podem nos ajudar.

^^
Fui ai hoje (04/08). Só para mandar abraço...

Postagens mais visitadas deste blog

O que restou da criança que fui?

 Tenho muitas lembranças da minha infância. Minha lembrança mais antiga é de 1990, após o nascimento de meu irmão do meio. Eu devia ter uns 2 anos e meio, e me recordo de minha mãe amamentando-o em uma cadeira de balanço, no canto da sala. Observando aquela cena, minha mãe me ofereceu o peito também e, de pronto, eu soltei um "eca". Mamei no peito de minha mãe até os 4 meses, segundo ela conta. A chupeta, que era minha fiel companheira, larguei no dia em que minha mãe insistiu para que eu trocasse por uma nova, pois a que eu usava estava muito gasta. Preferi ficar sem, a usar uma nova. Podei, muito cedo, minha intempestividade e espontaneidade. No meu aniversário de 5 anos, eu corri e tomei das mãos dos convidados os MEUS presentes. Afinal, para uma criança de 5 anos, os presentes eram as coisas que mais importavam na sua festa. Isso me custou uma represália de minha mãe, que com veemência falou que isso era "falta de educação". Nunca mais esqueci, e por poucas veze...

E quando a gestação passa de 40 semanas?

Antes de mais nada, importante deixar bem claro a definição do que é "gestação a termo". Gestação a termo é aquela que se encontra entre 37 e 41 semanas e 6 dias. Dentro desse intervalo, ainda temos as seguintes subdivisões: - Termo precoce: de 37 semanas a 38 semanas e 6 dias. - Termo completo: de 39 semanas a 40 semanas e 6 dias. - Termo tardio: de 41 semanas a 41 semanas e 6 dias. - Pós-termo: maior ou igual a 42 semanas. Preciso lembrar, ainda, que o cálculo da idade gestacional deve ser feito, preferencialmente, usando como base a data do primeiro dia da última menstruação (DUM) ou ultrassonografia do primeiro trimestre.  Assim, passar de 40 semanas não é problema, uma vez a gestação a termo vai até 41 semanas e 6 dias. As gestações de termo tardio e pós-termo podem estar associadas a alguns riscos, citados abaixo:  - Macrossomia (especialmente fetos com mais de 4500g); - Síndrome da pós-maturidade fetal (risco aumentado de compressão do cordão umbilical devido a oligoid...

Dia das mães 2021

Carrego em mim a energia de muitas mães que vieram antes de mim. Em cada célula minha, há um pouco do material genético e cultural de mulheres que, por motivos diversos, tiveram filhos, e por isso aqui estou. Algumas por escolhas, outras por imposição de uma cultura que tanto condena aquelas que não tem filhos. As mães de minha família abriram mão de muitas coisas para que eu fosse o que sou hoje. Minhas avós e minha mãe não fizeram faculdade, nem nunca tiveram emprego fixo, mas se viraram para ter renda extra como puderam. Mesmo trabalhando, ainda cuidavam da casa e dos filhos sem ajuda adicional. Enquanto éramos pequenos, não lembro do meu pai nos ensinando tarefa, nos dando remédio, fazendo festas de aniversário do zero (incluindo os salgadinhos, docinhos e decoração) ou cozinhando os almoços de domingo. Minha mãe não se arrepende (ao menos ela fala que não 😬), mas eu vejo nos detalhes o quanto maternar mudou a vida dela. Se tornar mãe não é somente parir e amar uma criança, mas um...