Pular para o conteúdo principal

reclamando da vida?

Dias atrás, estava eu checando o e-mail da minha turma quando vi uma mensagem deixada por um colega. Nela havia o link de um vídeo do youtube, junto de uma breve recomendação de que todos deveríamos ver esse vídeo ao menos uma vez na vida. Curiosa como sou, cliquei e me maravilhei com o que vi.
O vídeo era sobre a história de um homem que nasceu sem braços e sem pernas. Mostrava a trajetória dele e como ele fez para superar as adversidades - que certamente não foram poucas - e se tornar uma pessoa feliz. No vídeo, há trechos de uma palestra que ele dá a jovens em escolas, mostrando que não vale a pena você reclamar dos seus obstáculos, quando você tem infinitas possibilidades de ultrapassá-los, basta ser criativo.
Pois bem. Precisei lembrar desse vídeo nessa noite. Reclamamos demais das coisas. Muitas vezes, nossa obsessão por observar em quais pontos aquilo pode dar errado nos impossibilita de curtir a maravilha que é quando dá certo. E temos medo de tentar, pois não queremos errar nunca. E temos medo de assumir compromissos, pois tememos não dar conta das responsabilidade. Como dizem os americanos, "come on"... Se ninguém tenta, não saímos do canto, não é verdade? O progresso nasce na coragem dos mais audaciosos. É preciso ter coragem. É preciso ser otimista. São princípios básicos, que o leitor já deve ter visto ou ouvido pelo menos alguma vez na vida. 
O ponto é: você aplica a sua vida? Porque eu não tenho aplicado tão bem, e por isso estou agora, em um domingo a noite, sozinha nesse quarto de pensão, em uma cidade completamente estranha pra mim, escrevendo sobre isso. Acho que escrever facilita a sedimentação das informações na minha mente. Assim, espero me sentir melhor depois do texto.

Comentários

Aline MB Matos disse…
não posso mentir...achei o tal video tosco kkkkk

Postagens mais visitadas deste blog

O que restou da criança que fui?

 Tenho muitas lembranças da minha infância. Minha lembrança mais antiga é de 1990, após o nascimento de meu irmão do meio. Eu devia ter uns 2 anos e meio, e me recordo de minha mãe amamentando-o em uma cadeira de balanço, no canto da sala. Observando aquela cena, minha mãe me ofereceu o peito também e, de pronto, eu soltei um "eca". Mamei no peito de minha mãe até os 4 meses, segundo ela conta. A chupeta, que era minha fiel companheira, larguei no dia em que minha mãe insistiu para que eu trocasse por uma nova, pois a que eu usava estava muito gasta. Preferi ficar sem, a usar uma nova. Podei, muito cedo, minha intempestividade e espontaneidade. No meu aniversário de 5 anos, eu corri e tomei das mãos dos convidados os MEUS presentes. Afinal, para uma criança de 5 anos, os presentes eram as coisas que mais importavam na sua festa. Isso me custou uma represália de minha mãe, que com veemência falou que isso era "falta de educação". Nunca mais esqueci, e por poucas veze...

E quando a gestação passa de 40 semanas?

Antes de mais nada, importante deixar bem claro a definição do que é "gestação a termo". Gestação a termo é aquela que se encontra entre 37 e 41 semanas e 6 dias. Dentro desse intervalo, ainda temos as seguintes subdivisões: - Termo precoce: de 37 semanas a 38 semanas e 6 dias. - Termo completo: de 39 semanas a 40 semanas e 6 dias. - Termo tardio: de 41 semanas a 41 semanas e 6 dias. - Pós-termo: maior ou igual a 42 semanas. Preciso lembrar, ainda, que o cálculo da idade gestacional deve ser feito, preferencialmente, usando como base a data do primeiro dia da última menstruação (DUM) ou ultrassonografia do primeiro trimestre.  Assim, passar de 40 semanas não é problema, uma vez a gestação a termo vai até 41 semanas e 6 dias. As gestações de termo tardio e pós-termo podem estar associadas a alguns riscos, citados abaixo:  - Macrossomia (especialmente fetos com mais de 4500g); - Síndrome da pós-maturidade fetal (risco aumentado de compressão do cordão umbilical devido a oligoid...

Dia das mães 2021

Carrego em mim a energia de muitas mães que vieram antes de mim. Em cada célula minha, há um pouco do material genético e cultural de mulheres que, por motivos diversos, tiveram filhos, e por isso aqui estou. Algumas por escolhas, outras por imposição de uma cultura que tanto condena aquelas que não tem filhos. As mães de minha família abriram mão de muitas coisas para que eu fosse o que sou hoje. Minhas avós e minha mãe não fizeram faculdade, nem nunca tiveram emprego fixo, mas se viraram para ter renda extra como puderam. Mesmo trabalhando, ainda cuidavam da casa e dos filhos sem ajuda adicional. Enquanto éramos pequenos, não lembro do meu pai nos ensinando tarefa, nos dando remédio, fazendo festas de aniversário do zero (incluindo os salgadinhos, docinhos e decoração) ou cozinhando os almoços de domingo. Minha mãe não se arrepende (ao menos ela fala que não 😬), mas eu vejo nos detalhes o quanto maternar mudou a vida dela. Se tornar mãe não é somente parir e amar uma criança, mas um...