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Postagens

sem título. (*)

"Fui criado com princípios morais comuns. Quando eu era pequeno, mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos, eram autoridades dignas de respeito e consideração. Quanto mais próximos ou mais velhos, mais afeto. Inimaginável responder de forma mal educada aos mais velhos, professores ou autoridades… Confiávamos nos adultos porque todos eram pais, mães ou familiares das crianças da nossa rua, do bairro, ou da cidade… Tínhamos medo apenas do escuro, dos sapos, dos filmes de terror… Hoje me deu uma tristeza infinita por tudo aquilo que perdemos. Por tudo o que meus netos um dia enfrentarão. "Pelo medo no olhar das crianças, dos jovens, dos velhos e dos adultos. Direitos humanos para criminosos, deveres ilimitados para cidadãos honestos. Não levar vantagem em tudo significa ser idiota. Pagar dívidas em dia é ser tonto… Anistia para corruptos e sonegadores… O que aconteceu conosco? Professores maltratados nas salas de aula, comerciantes ameaçados por traficantes, grades em nossa...

fragilidade.

Hoje cheguei à constatação de que as pessoas são frágeis. Não fracas, frágeis, já que é possível alguém ser forte e ao mesmo vulnerável aos percalços da vida. Pois bem, sou uma pessoa assim. Dramática demais, romântica demais, fresquinha demais. Não, não sou grudenta, tampouco ciumenta ou outros "-entas" que se possa invetar por aí. Só sou sensível. E acredite, esse "só", sozinho, já me causa grande estrago. Não quero entrar em maiores detalhes sobre o que me faz refletir sobre isso. Foi algo como... sabe aquela coisa bem Clarice? De perceber o sentido da vida em um fato besta do cotidiano? Foi algo assim. Percebi, então, que é necessário ser sensível sem ser fresca, porque me machuco com essas frescurices. Não é algo que depende de uma mudança da forma como as pessoas me tratam, mas é algo que tem de partir de dentro de mim. Assim, cresço e me torno melhor. Bom dia!

vontade de escrever.

nem sei direito o que quero escrever, só sei que me deu uma vontade enorme de digitar alguma coisa. minha vida tem sido tão intensa e tão feliz, que às vezes nem eu mesma acredito que tudo possa estar dando tão certo. é em momentos como esse que percebemos quão belo é viver! já não sinto medo... sinto-me pronta pra receber o que me for oferecido! quero sorrir, brincar, chorar, gritar, amar bastante e viver! boa semana a tod@as! ^^

gratidão.

Sou grata, meu Deus, por cada ponto de luz que o Senhor tem colocado em minha vida.  O Senhor conhece meu coração e sabe o quanto eu agradeço por tudo. =)

amor.

Amor. Confesso estar me sentindo meio audaciosa por pretender escrever algo sobre ele, mas tentarei. A sensação que tenho, na verdade, é a de um paradoxo: algo muito simples e bastante complexo, que te leva ao céu e te deixa em um inferno, mas que te conforta e te angustia. Ou não. Será mesmo que o amor angustia e/ou leva ao inferno? Ou seria isso uma versão patológica do amor ideal? Será que amamos errado?  Não sei, mas acho que é provável. Nem sei se já amei. Sei que disse eu-te-amo algumas vezes, mas não se realmente amei.  Temo que ter a certeza de que se amou alguma vez seja algo retrospectivo, algo como  pensar em todos os eu-te-amos já ditos na vida e colocá-los em uma escala de intensidade. Talvez daqui a um tempo, em meu leito de morte, eu possa dizer: "é, amei alguém", mas sem ter tido a oportunidade de viver com esse alguém esse amor que senti. Será? Será que é algo tão injusto assim? Não pode ser... No fundo, ainda acredito em poder um dia ter a certeza de e...

partos.

Não é de hoje que tenho meus encantos por partos, e também nem lembro exatamente quando foi que isso começou. Parir e, consequentemente, tornar-se mãe é, na minha opinião, poder atingir o máximo da feminilidade, e sinto-me orgulhosa por ser mulher e um dia, quem sabe, poder viver esse momento.  Infelizmente, há muita coisa errada na forma como se tem encarado o parto, seja o vaginal, seja o cesariano.  Desde o século passado, uma série de conceitos e valores distorcidos acerca desse assunto foram estraçalhando tudo o que a natureza sabiamente construiu para que mulher e filho tivessem a garantia de um parto seguro.  A medicina, minha doce medicina, foi a maior culpada por isso.  Os médicos têm esse defeito (ou qualidade, dependendo da forma como se vê) de querer garantir que nada saia do controle. E o parto, é bom esclarecer, não pode se encaixar em uma linha que jamais sai do controle. Cada mulher desenha sua linha de parto. Cada mulher tem seu tempo, sua dor, seu...

ser sincero.

Sincero. Adj. 1. Que é verdadeiro e espontâneo. 2. Que exprime só o sente e pensa. 3. Que traduz o que sente no coração. 4. Cordial. 5. Verdadeiro. 6. Leal. 7. Natural. Adjetivos, até onde sei de meu parco conhecimento em língua portuguesa, são elementos gramaticais que devem qualificar um substantivo. As pessoas, quando citadas em frases, assumem papel de substantivos, e por isso podem ser qualificadas por adjetivos. Pessoas sinceras. Essa é, portanto, uma construção gramaticalmente viável. Temos um substantivo e um adjetivo perfeitamente colocados, em uma oração, convenhamos, bastante simples. Simples... Pois é, na realidade, a vida nos ensina que não se trata de uma oração tão simples. Todos os dias somos bombardeados por inúmeros fatores que nos limitam a agir com nossa total sinceridade. Temos medo de ferir, de desagradar, de expor ao mundo aquilo que pensamos sem a máscara da falsidade. Deixar de ser sincero, contudo, é deixar de ser verdadeiro, espontâneo, de exprimir o que ...

convívio social.

Tenho observado coisas. Muitas coisas. Dentre elas, as pessoas. Minha nossa, como as pessoas são difíceis. O convívio social tem se tornado um desafio diário cada vez pior, para mim. Não sei se os tempos é que estão ficando mais difíceis ou se são as pessoas mesmo, mas algo de errado tem que haver. São frescurinhas, disse-me-disses, fofocas, falatórios, caras feias, falsidades, lenga-lengas. Um instinto de querer prejudicar o outro que não entra na minha cabeça. Pra que tudo isso, minha gente! Como já dizia um filósofo de botequim amigo meu, "a vida é bela, as flores são amarelas e tudo depende da flexibilidade do rabo do jacaré". ¬¬' ... OK. Tenho que admitir que a filosofia não é lá das melhores... hehehe Mas o que quero dizer é que tudo pode e deve ser mais simples. Na minha humilde opinião, isso torna nossos dias mais leves e felizes. É bom ajudar o outro, ser cordial, agradecer e ser gentil. O mundo tem estado pobre dessas atitudes nobres. Gosto de plantar nos me...

ares novos.

O cotidiano é algo que impregna a gente, nos torna mais pesados e difíceis. E falo isso como alguém que vive isso na pele, ou melhor, no cotidiano. Tenho sempre as mesmas obrigações, nos mesmos lugares e geralmente com as mesmas pessoas. Isso torna meu cotidiano por vezes enfadonho e sacal. Por consequência, me torno uma pessoa pesada e difícil. Quando fico assim, sou chata, sou impaciente, sou grossa, sou INSUPORTÁVEL! E me sinto muito mal por isso, pois normalmente sou doce, educada, etc. e tal. Mamãe me criou assim, e acho que nunca mudarei. Mas voltando pro tema do texto, tenho procurado tomar algumas atitudes com o objetivo de melhorar esse meu humor, os quais descreverei agora. Primeiro: comer mais frutas e verduras. Sim, isso mesmo que você leu! Não sei bem porque, nem sei se há casuísticas comprovando isso, mas dizem que comer mais verduras ajuda a reduzir as toxinas do corpo, melhora o hábito intestinal e por isso nos deixa mais felizes o//. Então, não custa nada tentar,...

diálogo.

(enquanto isso... na parada de ônibus.) - Psiu, ei! - disse para a pessoa que passava distraída. - Eii, tudo bom? - Tudo, e com você? - Tudo ótimo! - Que bom... (pausa) E aí? - Pois é... vou indo. E a família, tá boa? - Tá, tá... só as mesmas coisas, né? - Sei...  - E tá fazendo o que por aqui? - Ahh, tava só passando mesmo... (outra pausa) - Sei... então tá tudo do mesmo jeito, né? - É... pois é... - Pois é... - Hummm... (uma loooooooonga pausa...) - Pois vou indo... Bom te ver, viu? - Também. Bora marcar alguma coisa, né? Faz tanto tempo... - Claro, claro... Te ligo, viu? (¬¬') - Tá certo! Até mais. - Até!

sexta-feira

Pessoas queridas, hoje é sexta. Sexta-feira é um dia estranho, sabe? É aquele dia no qual você normalmente concentra todas as suas expectativas da semana! Quando vc tem uma semana é trash, na qual você trabalha/estuda pra caramba, no íntimo sempre fica aquela expressão clássica: "Ahhh, mal vejo a hora de chegar sexta!" Aí você se concentra nisso, lembra desse momento feliz a cada suspiro e vive a semana em função desse objetivo: A SEXTA!!! E então a sexta, finalmente, chega! =) ÊêÊEêÊÊ, que feliiiiiiiz! Ebaaaaa! Uippiiiiiiiii! Uhuuuuuuu \o/ ... ... ... Pois é... E aí? ... E aí... NADA! Estou em casa, de pijamas, morta de cansada e sem coragem para absolutamente nada, muito menos sair ou fazer qualquer coisa diferente! E sabe por que eu estou em casa de pijamas, morta de cansada e sem coragem para absolutamente nada? Porque minha semana foi trash e trabalhei pra caramba! Simples assim! =) #prontofalei

aberta a temporada chuvosa.

Comprei um guarda-chuva novo. Meu guarda-chuva é marrom, pequeno e "fuleragem". Fuleragem porque eu comprei no tiozinho que tem uma barraquinha em frente ao hospital; pequeno porque ele deve caber na minha bolsa, ainda que minha bolsa seja gigante; marrom... bem ele é marrom porque eu não tive escolha! =/  Comprar um guarda-chuva é algo meio que ritualístico pra mim, como se fosse um sinal de que a temporada de chuva realmente começou. E quando eu falo CHUVA falo CHUUUUUVA mesmo! Daquelas que alagam tudo e fazem a cidade ficar um caos! Lembro, inclusive, que ano passado não comprei guarda-chuva, o que significa que o "inverno" não deve mesmo ter sido muito bom. Pois bem. Chuva é um problema pra mim, pois, para o meu cérebro, chuva implica uma matemática simples, veja: CHUVA = MEU QUARTO + MINHA CAMA + 2 LENÇÓIS + LUZES APAGADAS Contuuuudo, estou interna. Estar interna quer dizer que preciso ir ao hospital todos os dias, faça sol e, para tristeza geral da...

vida de interno.

Inicia-se mais uma importante fase da minha formação médica: o internato! No mesmo hospital no qual tenho andado pelos últimos 4 anos, mas tudo é tão diferente que me dá a impressão de que o ambiente é novo e exala novos ares. É como se até então eu só estivesse na platéia, vendo os "atores" (médicos) mostrarem como se "encena". Agora me foi dada a oportunidade de conhecer o que tem por trás do palco, visitar os camarins e participar dos ensaios, para em breve estar na grande estréia, encenando belamente!  Isso me deixa super ansiosa e me dá um frio gostoso na barriga! Estava comentando com minha mãe hoje que me formo próximo ano. Não é magnífico? Maravilho-me cada vez que penso nisso... lembro toda minha trajetória, tudo pelo qual já passei para chegar aqui e até me emociono um pouco. É uma sensação incrível! Por tudo isso, peço todos os dias a Deus que eu sinta esse mesmo frio na barriga por todos os dias em que eu entrar num hospital ou num consultório. Que eu ...

a cidade cinza.

Poluição encobre a zona norte de São Paulo - Folha UOL 2009 Era uma vez uma cidade cinza, de tons que variam desde o cinza-grafite até aquele que é quase um branco-gelo. Todos têm pressa e andam pelas ruas de concreto com feições acinzentadas e apáticas. Correm em busca de metrôs ou ônibus.  Não há tempo para nada. Os carros são velozes e  modernos, mas percorrem lentamente os viadutos e os túneis - seria um paradoxo? O prédios são sujos e envelhecidos. Construções por cima de mais construções, devido à falta de espaço.  Os rios são poluídos e mortos. O ar é pesado, quase irrespirável. O clima varia de uma frio insuportável a um calor escaldante! Nada de romantismo, somente asfaltos. E tudo está em tom de cinza.  Como seria possível sobreviver em um lugar assim? Não sei. O fato é que são cerca de 11 milhões de pessoas acinzentadas que atualmente sobrevivem nessa cidade, a maior metrópole brasileira: São Paulo.

reclamando da vida?

Dias atrás, estava eu checando o e-mail da minha turma quando vi uma mensagem deixada por um colega. Nela havia o link de um vídeo do youtube, junto de uma breve recomendação de que todos deveríamos ver esse vídeo ao menos uma vez na vida. Curiosa como sou, cliquei e me maravilhei com o que vi. O vídeo era sobre a história de um homem que nasceu sem braços e sem pernas. Mostrava a trajetória dele e como ele fez para superar as adversidades - que certamente não foram poucas - e se tornar uma pessoa feliz. No vídeo, há trechos de uma palestra que ele dá a jovens em escolas, mostrando que não vale a pena você reclamar dos seus obstáculos, quando você tem infinitas possibilidades de ultrapassá-los, basta ser criativo. Pois bem. Precisei lembrar desse vídeo nessa noite. Reclamamos demais das coisas. Muitas vezes, nossa obsessão por observar em quais pontos aquilo pode dar errado nos impossibilita de curtir a maravilha que é quando dá certo. E temos medo de tentar, pois não queremos errar nu...

revelações.

Certa vez me disseram que guardo em mim um mistério, algo que eu só mostro aos mais íntimos, como uma espécie de personalidade bônus que fica ocultada por uma máscara social; uma Emilcy especial reservada àqueles que julgo merecerem. De certa forma, isso é até uma verdade, pois sou uma pessoa tão imperfeita e tão cheia de fraquezas, que às vezes fica meio difícil mostrar-me por completo, sem as devidas precauções.  Já errei tanto... A tantas pessoas já trouxe algum tipo de desgosto ou decepção... Sei que muitas delas nem imaginam o quanto sinto doer aqui dentro, já que uma de minhas características "mágicas" mais fortes seria agir com frieza e razão mesmo nas situações mais emotivas. Por causa disso, amigos acham que eu não sinto saudade, minha mãe acha que eu não a amo, meu namorado acha que não me importo. Como pode isso? Eu choro, sabia? Eu fico de coração partido às vezes; ele dói, sangra e tem feridas e cicatrizes, como qualquer outro coração. Se às vezes pareço uma mura...

o amor, por chico.

"Pra se viver do amor, há que esquecer o amor Há que se amar, sem amar, sem prazer E com despertador - como um funcionário Há que penar no amor pra se ganhar no amor Há que apanhar e sangrar e suar Como um trabalhador Ai, o amor jamais foi um sonho O amor, eu bem sei, já provei E é um veneno medonho É por isso que se há de entender que o amor não é um ócio E compreender que o amor não é um vício O amor é sacrifício O amor é sacerdócio Amar é  iluminar a dor - como um missionário"

postagem breve 2.

Você já reparou na beleza do seu cotidiano? Aquela beleza que fica nas entrelinhas, omitida pelas tarefas enfadonhas, repetitivas e pouco prazerosas? Percebo que dia após dias minha vida está sendo consumida por cotidiano... Se eu não tirar dele a beleza das entrelinhas, certamente serei infeliz.

madrugada.

É um fato: tenho hábitos noturnos! Dormir cedo definitivamente não é uma tarefa fácil para mim. É como se tudo fluísse melhor depois das 23h e ganhasse um encanto e uma graça que não vejo em nenhum outro período do dia. Tendo em vista que  quase tudo na vida tem seus prós e contras, confesso que ultimamente tenho ganhado mais malefícios do que benefícios com esse meu hábito. Há alguns anos, eu estudava no período da tarde. Há alguns anos, tipo, uns seis ^^. Nessa época era tudo perfeito. Primeiro , não tinha internet, o que significava, para mim, a inexistência ou o pouco uso de orkut, msn, blog, twitter e gmail. Em números, no mínimo umas duas ou três horas a mais no meu dia (ou madrugada) utilizados de forma mais educativa, ou pelo menos menos fútil. Segundo , acordar tarde não era um problema, pois eu não estudava pela manhã. Assim, eu dormia enquanto a casa estava na maior "muvuca" e a madrugada era toda minha! Aí era rolava filme, conferências no celular, programa do ...

dançar faz bem.

Ainda não tinha escrito algo sobre minhas aventuras como aprendiz de dança, rapaz! ^^ Pois sim. Tenho tido aulas de dança de salão, aos sábados, mais ou menos desde agosto. Minha meta é aprender alguma coisa sobre salsa, samba, forró e zouk até o fim de novembro. Forró, convenhamos, qualquer cearense legítimo sabe, pelo menos, o dois pra lá - dois pra cá. Mas do resto... heheheh... eu não sabia de absolutamente nada! Decidi, então, me matricular no curso. Na verdade, eu vinha tentando já há alguns semestres fazer essa matrícula, mas por motivos diversos nunca dava certo. Agora deu, finalmente. Confesso que teve também o precioso empurrãozinho de um grande amigo e dançarino, e que talvez sem ele nem tivesse colocado o negócio pra frente, mas o importante é que agora lá estou. ^^ Pois é... A cada dia me empolgo mais, sabe? No início você fica meio sem graça de ir, porque ele só ensinam as bases, as contagens, trocas de peso e tal... e a impressão que nós, meros aprendizes, temos é a d...